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Egiptologia e Arqueologia

 

Egiptologia

 

O Museu do Caramulo, situado numa paradisíaca zona, foi criado por Abel de Lacerda em 1953, destinado a albergar os objectos artísticos doados pelas mais diversas personalidades, nacionais e estrangeiras.

 

O variadíssimo acervo do museu inclui oito objectos evocativos do antigo Egipto, desde os tempos faraónicos ao Egipto cristão do período copta. Três das peças egípcias foram oferecidas por Sam Levy, cujo acervo de antiguidades egípcias constitui um exemplar objecto de estudo. Embora uma das peças esteja assinalada como sendo oriunda da Grécia, ela parece ser uma terracota egípcia da tardia época greco-romana, representando Eros-Hórus Criança. 

 

Estas oito peças egípcias vêm juntar-se a outros acervos do género existentes em Portugal: as colecções egípcias do Solar Condes de Resende - Casa Municipal de Cultura de Vila Nova de Gaia (com 20 objectos), Museu Nacional de Soares dos Reis, Porto (oito objectos), Museu do Paço Ducal de Vila Viçosa (oito objectos), Museu Condes de Castro Guimarães, Cascais (seis objectos) e, já a uma razoável distância, o Museu da Farmácia, em Lisboa (com cerca de 80 objectos). Juntemos a estes lotes alguns acervos privados de antiguidades egípcias: as colecções de Sam Levy (com 28 objectos), Assis Ferreira (18), Fernando Freitas Simões (20), Luís Teixeira da Mota (seis) e Miguel Barbosa (47).

Luís Manuel de Araújo

 
 

Arqueologia

 

A colecção de arqueologia do Museu do Caramulo é constituída um pequeno conjunto de peças, tanto de cerâmica como de vidro e metais nobres que, apesar de pouco numerosa, é de significativa importância.

 

Abrangendo inúmeras épocas cronológicas, destacam-se os núcleos Egípcio e Romano, assim como um raríssimo exemplar de cerâmica ática da Grécia Clássica. Na origem desta heterogeneidade está, sem sombra de dúvida, a diversidade de proveniências de todos os exemplares.

 

São os inúmeros doadores do Museu do Caramulo os responsáveis por esta excelente colecção arqueológica e pela oportunidade que todos os visitantes têm de poder aceder à cultura dos nossos antepassados mais directos.

 

Unguentários, ourivesaria (brincos, colares e pulseiras), agulhas em osso, ex-votos em terracota, ladrilhos, objectos pré-históricos e uma considerável colecção de lucernas, a par com outros vasilhames, revelam a variedade e riqueza deste conjunto, que está ao nível das mais importantes colecções arqueológicas nacionais e estrangeiras.

 

Para concluir, acerca desta pequena colecção de arqueologia, inserida num museu de tão grandes valores artísticos, citamos as palavras de Richard Wagner que ilustram bem a forma de agir do Museu do Caramulo: "Toda a arte tem o mesmo objectivo, mas contudo manifesta-se de inúmeras formas".

 

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