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Triumph 500 c.c.

1924

 

A Triumph foi fundada, em Coventry, por dois imigrantes alemães que começaram por fabricar bicicletas. Em 1902 montaram um motor Minerva numa delas e assim nasceu a primeira Triumph.

 

É em 1904 que surgem as Triumph com motor de fabrico próprio de 300 c.c., 4 tempos, válvulas laterais. Em 1906 já fabricavam anualmente 500 motos, muito melhoradas em relação à original. Com o contínuo aumento de produção, mudam-se para uma nova fábrica onde as Triumph foram fabricadas até à Segunda Guerra Mundial.

 

Com um motor de 495 c.c., entretanto concebido, que podia ser fornecido equipado com uma desmultiplicação de 3 velocidades Sturmey Archer no cubo da roda traseira, a Triumph foi considerada uma das jóias da indústria britânica de motos.

 

Durante a Segunda Guerra Mundial ter-se-ão produzido para os exércitos aliados cerca de 30.000 exemplares do modelo H de 1 cilindro, de 499 c.c. (depois 550 c.c.), que obteve grande reputação pela sua fiabilidade. Depois da Guerra, a produção de tal modelo continuou até 1920.

 

Muitos outros modelos se seguiram com motores de válvulas à cabeça, 4 válvulas por cilindro, etc., e, em 1937, motores de 2 cilindros paralelos (que tiveram grande sucesso), melhorados depois da Guerra, até à aquisição da Triumph pela BSA, em 1951, embora se tivesse mantido a concorrência entre as duas marcas até aos anos 60.

 

Nos anos 70, com a integração do grupo BSA no grupo Norton Villiers Triumph (apoiado pelo Governo inglês), a intenção era não fechar e não vender a fábrica. Um grupo de trabalhadores propôs-se constituir uma cooperativa e manter a fábrica activa, sendo desta forma retomada a produção dos modelos de 2 cilindros de 650 c.c. e 750 c.c.

 

E assim sobrevive até 1937, ano em que Lord Weinstock injecta dinheiro na fábrica, permitindo desta feita libertá-la do grupo Norton Villiers Triumph, que mantinha a responsabilidade pela comercialização da Triumph. Seguiram-se anos de uma gestão cooperativa que, de qualquer modo, levou à redução apreciável do número da sua força de trabalho, com a produção de apenas 100 a 400 Triumph por semana. Com o desaparecimento da maioria das marcas das motos inglesas (por troca com as japonesas), a Triumph conseguiu manter-se no mercado até hoje, com produções razoáveis.

 

A Triumph de 1924 exposta no Museu do Caramulo foi encontrada num ferro velho e comprada por João de Lacerda por 300$00 e registada em 1968. Depois de um restauro total andou pela primeira vez em 1984.

 

 
 

Ficha Técnica

1924

Reino Unido

Motor: 1 cilindro, 550 c.c. 4 hp

Transmissão: por corrente à roda traseira

Travões: apenas 1 à roda traseira actuando num aro específico fixado à roda, onde actua por fricção nesse aro


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